Especulações 2012: Juan Martinez

O rápido jogador do Velez Sarsfield chamou a atenção de vários clubes durante sua participação na Libertadores-12. Depois de um bom tempo dispendido em tratativas com o Santos, o jogador, segundo seu agente (e pai) estaria próximo de acertar com o Corinthians. Atualmente, o jogador vive seu ápice na carreira, o que poderia complicar as tratativas com o Corinthians, devido o interesse de times do oriente médio e Itália.

Considerações: Uma vez que o elenco perdeu Willian e Gilsinho para a posição de extremo, acredito que a dupla formada por Martinez e Romarinho poderia ocupar o espaço de ambos e com mais qualidade. Além disso, Martinez pode atuar ainda  como centroavante, o que daria uma dinâmica bem diferente e interessante ao time de Tite, tanto no 4-2-4 como no 4-2-3-1.

Multa Rescisória: Apróx. R$ 6 Milhões (divididos entre jogador e clube)

Valor de Mercado: R$ 8,75 Milhões

Especulações 2012: Paolo Guerrero

Conforme vem sendo noticiado pela imprensa brasileira, Paolo Guerrero é o nome almejado por Tite para a carente e necessitada posição de centroavante no Corinthians. O peruano de 28 anos não faz parte dos planos do time do Hamburgo, sendo que, inclusive, não participa da pré-temporada realizada pela equipe na Áustria. Embora não seja um “medalhão” como almejado (E PROMETIDO) pela diretoria, trata-se de um bom nome para o restante da temporada. Atualmente, mesmo preterido, é um dos jogadores mais valiosos do Hamburgo.

Considerações: “El Depredador” não é craque e tão pouco vai ocupar espaço, atuando como atração midiática do Corinthians, mas é bom jogador. Teve bom desempenho na Copa América de 2011 e, embora não seja jogador de habilidade, possui ótimo senso de posicionamento e excelente poder de finalização. Com Sheik formaria dupla de ataque interessante.

Multa Rescisória: R$ 13 Milhões (Especula-se que o Hamburgo aceitaria menos)

Valor de Mercado: R$ 15 Milhões

#VaiCorinthians

Além das 4 Linhas: Valor e Emoção

Há muito tempo o Corinthians deixou de ter suas cores representadas apenas dentro de campo. O desenvolvimento de longo prazo do clube e a (re) evolução pela qual o clube passou e vem passando, levou a égide do Corinthians a outros palcos, dentre os quais: quadras, piscinas, ringues, tatames, pistas e praias.

No entanto, a criação e desenvolvimento de equipes em novas categorias desportivas, obviamente, não se deram a toa. Cada uma das principais categorias nas quais o Corinthians é representado possui objetivos estratégicos diferentes, desde mera representatividade, até àquelas que possuem interesse estratégico, como difusão da marca e nome do clube e a busca por novos “mercados” (entenda-se mercados como associados potenciais e adeptos), através da geração de valor. E são essas, que possuem interesses estratégicos, as quais o post se irá referir.

Afora as questões estratégicas, durante o centenário do clube essas categorias esportivas obtiveram excelentes performance e continuam tendo, frente aos investimentos realizados. Além disso, esses investimentos levou o Corinthians à posição de destaque em diversas categorias de esportes olímpicos e não olímpicos.

Marketing de Entretenimento – Emoção

Em busca de diferenciação e destaque internacional, o Corinthians passou a diversificar sua estratégia. O marketing de entretenimento trata de encontrar formas de associar a marca a outros momentos da vida do consumidor que não estão relacionados ao seu cotidiano.

Neste sentido, o Corinthians atua realizando parcerias ou mesmo patrocinando atletas e categorias esportivas. No que tange ao âmbito nacional, deve-se destacar a Ticket Car Corinthians Motorsport – equipe de Fórmula Truck, que conta com o piloto Roberval Andrade, Campeão da modalidade em 2010, já com as cores do Corinthians. Segundo o próprio piloto, referida parceria foi uma das melhores coisas que poderia ter acontecido para a equipe.

Já no cenário internacional, a principal atuação do Corinthians foi ao sentido de patrocinar o atleta Anderson Silva. Depois de derrotar, por KO, Vitor Belfort, o atleta deixou no ar a possibilidade de parceria com o Corinthians, o que foi concretizado pouco tempo depois. Além do patrocínio anual, foi construída uma academia especializada em MMA, que atualmente conta com patrocínio da Netshoes.

Além dos patrocínios envolvendo o Corinthians além do futebol, devemos destacar a equipe de Asa Delta, montada pelo clube, que atualmente é representado pelos atletas Michel Fernandes Louzada, Eduardo Jacinto de Oliveira e David de Almeira Brito Filho.

Seja por parceira ou patrocínio, tal estratégia vem gerando certos resultados para o clube, muito embora tais sejam de mensurabilidade inviável. No entanto, deve-se destacar a audiência dos eventos os quais o Corinthians patrocína, visando gerar, ao menos, o nível de exposição angariado pelo mundo.

Comunicação Integrada – Valor

A comunicação integrada passou a ser ao longo dos anos uma das formas mais eficazes de gerenciamento. O termo se faz presente desde a idealização de terminado produto ou serviço (no caso, modalidades esportivas), se baseando em pesquisa estratégicas, até o relacionamento entre empresa e a aceitação do público.

No caso dos esportes, o termo é um pouco mais subjetivo, mas igualmente importante no que tange à geração de valor para uma equipe. No entanto, isso não impediu que o Corinthians lançasse mão do recurso no sentido de agregar valor à sua égide. E foi através do relacionamento com seus torcedores, que iniciaram dois dos mais ambiciosos projetos do Corinthians, além das quatro linhas.

Em primeiro lugar, obviamente, é preciso destacar o Corinthians Steamrollers, que talvez seja o principal ponto dessa representação corinthiana fora do futebol. Curiosamente, a história dos Steamrollers, que se inicia entre os anos de 2004 e 2005, começa de maneira tão humilde e singela, quanto à do Corinthians. No entanto, as dificuldades impostas pela falta de conhecimento e, sobretudo, cultura sobre o esporte no país logo foram superadas pelos seus fundadores, ocupando, atualmente, posição de destaque no país – que dá os primeiros passos mais largos no desenvolvimento do esporte – ostentando o título de Campeão Brasileiro de 2011. Atualmente, contam como destaques o ator Alexandre Frota, o norte americano KC Frost, além do mais recente reforço, o boxeador A. “Pantera” Clayton.

Outrossim, desde abril deste ano, o Corinthians é representado, também na Copa Vogue de Pólo. A idealização do time foi do jogador de Pólo Felipe Rodrigues, que possui direito de utilização da marca, por três temporadas da Copa.

Referida representatividade, se fez necessário principalmente pelo objetivo do Corinthians de ser reconhecido e representado além do futebol, ganhando exposição.

Ainda há espaço

Cada vez mais se faz necessário analisar a composição de sua torcida, segmentando-a, por fatores demográficos, psicográficos e comportamentais e as modalidades esportivas ascendentes no cenário nacional. Uma vez que o comportamento das pessoas é variável é natural que se interessem por novas categorias esportivas ou mesmo aquelas menos difundidas no Brasil (como aconteceu com os campeões Steamrollers).

Naturalmente, há muito espaço em que ainda podemos ver a égide do Corinthians sendo representada – Rugby, principalmente. Além disso, convenhamos que a mídia não despende muita atenção às categorias esportivas menos populares, como Futebol Americano e Polo, sendo dever do Corinthians atuar no sentido de promover suas equipes, concedendo-as maior notoriedade publicitária; Quem sabe até angariando patrocínios.

Patrocínio, alias, é um ponto-chave; Atualmente não há equipe que se sustente sem patrocínios, no entanto, as empresas apenas investem em camisas expostas na mídia, sendo dever da diretoria desenvolver estratégias, objetivando expor cada camisa que represente o Corinthians – representação que deve trespassar pelo mundo, tornando-o alvinegro, o que alias é o tema do post de fechamento desta série.

#VaiCorinthians

FINAL (mente)

Indescritível… Acredito que seja este o adjetivo que os 33 Milhões de Corinthianos espalhados por todo diâmetro da superfície do globo terrestre, utilizem para expressar sua emoção! Emoção ilógica; Amor irracional, que transcende todos os limites da loucura humana! Emoção que penetra pelos olhos, ouvidos e poros dos Corinthianos, atingindo o mais longínquo ponto da sanidade mental de um ser humano e retorna, a plenos pulmões em forma de grito, que ecoa por todo o mundo neste exato momento: VAI CORINTHIANS!

Há poucos minutos, o Corinthians se classificou pela primeira vez na história, para a Final da Libertadores – Classificação merecida, conquistada, sobretudo, com suor e disposição. No entanto, obviamente, nada foi conquistado; O Caminho continua, até por que, se fosse fácil, não seria Corinthians! Porém, um dos grandes paradigmas do futebol brasileiro – O Campeão dos Campeões, nunca disputou uma final de Libertadores – foi, inicialmente, obliterado, com o certeiro chute de Sheik, semana passada e, completamente aniquilado, com o tranquilo, porém irrequieto, chute de Danilo, agora há pouco, no Pacaembu.

Um paradigma, até então, irredutível, por eras e eras: Os erros de Ronaldo, Tevez e Marcelinho, permanecem na história, que, no entanto é corrigida em toda sua amplitude hoje, com os acertos de Sheik, Danilo e J. Henrique. Onde Basílio, Zé Maria e Neto falharam, Paulinho, Alessandro e Alex triunfaram! Se Ronaldo, Vampeta e Luizão não puderam evitar derrotas, não se pode dizer o mesmo de Cássio, Chicão e Liédson. Toda obstinação de Ralf, L. Castan e F. Santos, são usadas, agora, como escudo para aqueles que, defendendo as cores do Corinthians, não obtiveram sucesso neste torneio.

Pois ser Corinthiano é ser voluntarioso e aguerrido; Exatamente como este Corinthians Campeão Brasileiro que, há pouco, parou, por completo, a trupe de Neymar.

#VaiCorinthians

Além das 4 Linhas: Lucro Vs. Glória

Até que ponto investimentos em times de futebol comprometem o desempenho financeiro de um clube?! Até que ponto uma administração de caixa mais rígida, compromete o desempenho dentro de campo de um time?!

A irredutibilidade das questões acima estão inseridas em todos os clubes de futebol do planeta, independentemente da atual realidade desses clubes. Isto, pelo fato de que o investimento pesado em jogadores renomados não necessariamente significam bons resultados dentro de campo. Alias, o comprometimento do caixa prejudicaria não só as divisões de futebol de um clube, mas o clube como um todo.

Iniciando, parte dos resultados de um clube é o financeiro, ou seja, receitas angariadas no período por meio de patrocínios, licenciamentos, direitos comerciais, transmissão de jogos e arrecadação com jogos, que proporcionem novos investimentos.

A outra parte são os resultados, os quais podemos denominar de operacionais. São os resultados dentro de campo da equipe, ou seja, o quanto, em função dos investimentos, teremos de retorno dentro de campo

 Investir é Preciso

Com base no histórico dos últimos  quatro anos do Corinthians, chega-se à simples conclusão de que o Corinthians precisa ir ao mercado. Em primeiro lugar, vou deixar claro de que não estou falando de futebol (se bem que um centroavante não atrapalharia o time). Em segundo, convenhamos que o time não vem decepcionando dentro de campo, salvo a eliminação para a Ponte Preta.

Pois bem, refiro-me única e exclusivamente à jogadores com capacidade de atrair holofotes para o Corinthians. Desde que o Fenômeno passou pelo Parque São Jorge, nenhum outro jogador foi capaz de suprir sua ausência e ocupar seu lugar como ponto de apelo publicitário do Corinthians. A tentativa frustrante de fazer com que Adriano ocupasse esse lugar, apenas reafirmou que será necessário mais. Alias, se os nomes disponíveis não são animadores, os nomes, digamos, “financeiramente inviáveis”, também não se saem melhor neste quesito.

Além do mais, é preciso dar ênfase ao fato de que as receitas do Corinthians estão intimamente correlacionadas ao investimento no departamento de futebol, sendo, a mesma, função direta das receitas, especialmente em patrocínios.

O gráfico abaixo mostra que quanto mais investimentos em futebol são feito pelo clube, maiores são as receitas anuais.

Retenção e Entrosamento

Um dos destaques do Corinthians atualmente é o conjunto. O atual elenco é extremamente entrosado, por estarem a tanto tempo jogando juntos. Jogadores como Danilo, Ralf, Paulinho e L. Castán atuam juntos desde 2010, com outros jogadores que estão ainda mais entrosados como Chicão, Alessandro, J. Henrique. No ultimo ano, peças com Liédson, Alex e Emerson foram acrescidas ao elenco, sem, no entanto, perdemos outros bons nomes.

Tudo isso é fruto do trabalho de diminuir as fontes de receitas advindas de transferências de atletas. Depois de chegar a reduzir em 62% este tipo de fonte de receitas, entre os anos de 2007 e 2008, em 2011 este tipo de receitas chegaram à casa dos R$59,7 MM, queda de 16%, quando comparado ao ano de 2007. Analisado o histórico total, o indicador apresenta crescimento médio de apenas 7% – percentual extremamente baixo, tendo em vista que os clubes do Brasil são as principais fontes de jogadores do Velho Mundo.

Capital de Risco

A hipótese de reservar recursos financeiros destinados à investimentos em jogadores menos conhecidos é extremamente volátil. Em primeiro lugar pelo fato da projeção de retorno deste tipo de investimento não ser quantificável.

Apenas nos últimos anos, podemos citar nomes bem sucedidos no Parque São Jorge e outros que não fazem falta aos Corinthianos. Elias, André Santos, Chicão e Jucilei são exemplos de jogadores que vingaram. No entanto, outros nomes como Morais, Eduardo Ramos e Edno, sequer deram retorno dentro de campo ao time (menos ainda financeiro).

Jogadores do atual elenco dão prova de que o sucesso deste tipo de investimento não é certo: Elton, Ramón e V. Junior, até o momento não demonstraram resultado algum, tendo o último, inclusive, sido emprestado ao Botafogo. Atualmente, o departamento de futebol vem seguindo linha bem distinta (que, inclusive, já foi utilizada): Ao invés de comprarem jogadores com menos projeção, os contratam por empréstimo até o fim da temporada.

Sem dúvida, esta é a melhor opção dados os potenciais riscos do investimento.

Arrecadação

Neste tópico, gostaria de relacionar o aproveitamento do Corinthians nos campeonatos brasileiros, com a arrecadação em estádios e contratos de TV. Mas a estatística não explicou isso – ou quantificou o quão louca é a Fiel.

O gráfico abaixo mostra que esteja o Corinthians mal ou bem, os valores com arrecadação e transmissão de TV vão aumentando:

*2008: Brasileiro Série B

Capital Humano

Antes de iniciarmos este tópico, devemos ter em mente que todo e qualquer profissional do Corinthians, são ativos do clube; São os meios que proporcionarão resultados ao longo do tempo. Dessa forma, os mesmos devem ser geridos de forma que se desenvolvam no sentido de alcançar resultados positivos constantes – Isto é administração de ativos.

Outrossim, sou extremante a favor de que o Corinthians tenha um departamento com o intuito de acompanhar o desenvolvimento psicológico dos jogadores. Processos de acompanhamento psicológicos são benéficos para o desenvolvimento pessoal. Referida modalidade de acompanhamento visa desenvolver novas capacidades e potencialidades (quem sabe, até cruzar uma bola de maneira correta).

O investimento cego em atletas, esperando que eles, por si só deem resultados de forma espontânea e constantemente positiva é falho, por esses investimentos serem depositados à serem humanos, que sofrem, invariavelmente, tensões ou conflitos de psicológicos ou sociais, que o prejudicarão seu desempenho.

Além do mais o futebol nos apresenta (e apresentou) exemplos crassos (quiçá graves) de que os profissionais caminham à deriva – vide Adriano, Garrincha, Heleno, Balotelli e etc.

Investimento e Retorno

Concluindo, os lucros aumentam conforme os resultados dentro de campo; e esses, por sua vez, aparecem apenas depois de vasto investimento em futebol. No entanto os resultados financeiros de um clube não se limitam ao futebol: Foco dos três primeiros post’s. O objetivo do próximo post (Além das 4 Linhas: Valor e Emoção) e retratar as outras modalidades esportivas nas quais o Corinthians vem investindo e desenvolvendo.

#VaiCorinthians

Além das 4 Linhas: A Importância da Infraestrutura

Estádio com capacidade para 48 Mil pagantes; O Centro de Treinamento mais completo do país; Projeto para construção de um dos mais modernos centros de treinamentos para as categorias de base; Parcerias para captação de atletas na Argentina… Aos poucos a missão de transformar o Corinthians no maior time do mundo vai ganhando corpo através de uma infraestrutura cada vez maior.

Com um crescimento médio de 12,34%, o imobilizado liquido do Corinthians (conjuntos de valores aplicados em bens de uso), vem se destacando, ao passo que os déficits acumulados vem caindo ao valor médio de 19,04%, no mesmo período – com recorde de 23,59% no último ano – o que denota uma administração de ativos e passivos irretocável.

Embora o Corinthians venha investindo em estrutura para esportes de todo o tipo como Polo, MMA, natação e etc, nos atemos à importância da infraestrutura para o desempenho, no que tange ao futebol - o post Além das 4 Linhas: Valor e Emoção tratará de outros esportes.

Centro de Treinamento

Sem dúvida nenhuma, um dos projetos de maior importância na Era Andrés Sanchez foi a segregação do departamento de futebol do Parque São Jorge, através do CT Joaquim Grava, que recebeu este nome por ter sido ele (Dr. Joaquim Grava) o maior responsável pelo planejamento e concretização do projeto.

Contando com o único laboratório de biomecânica do Brasil, hotel, vestiários, quatro campos para treinamento, miniginásio, complexo de musculação de recuperação e etc, o CT do Corinthians virou referência para time europeus. O complexo de 200.000 M² recebeu investimentos na casa dos R$50 MM e trará economia média de R$800 Mil por ano ao Corinthians.

Entretanto, a importância do CT Joaquim Grava vai além da economia que gerará. Atualmente, o futebol exige muito mais dos atletas do que antes: Cobranças internas e externas, treinamentos mais intensos e maior exigência técnica, fazem com que os profissionais demandem ambientes de treinamentos de maior qualidade. Obviamente, um bom CT não é a chave para um time campeão, mas a qualidade no ambiente de trabalho do elenco trará melhorias nos resultados, tanto à curto prazo (treinamentos e recuperação), quanto à longo prazo (participação em campeonatos).

Arena Corinthians

A importância da “Casa do Povo” para o desenvolvimento do Corinthians é imensurável. Em primeiro lugar pela visibilidade que dará ao Corinthians, principalmente durante a Copa do Mundo de 2014. A visibilidade, alias, traz consigo um outro benefício: Investindo pesadamente em futebol, empresas do Oriente Médio já se interessaram em fechar um contrato que daria ao Corinthians um dos maiores valores anuais de naming rights no mundo (vide: Naming Rights: Paradoxo Comercial do Corinthians)

Em segundo, a atratividade que gera um novo estádio. O melhor exemplo disso, vem da Itália, mais especificamente de Turim: Após inaugurar seu novo estádio, a Juventus registrou crescimento 48% em sua média anualizada de público. Dessa forma, os Bianconeri passaram a representar 8,2% do público total da Série A, na atual temporada.

Para o Corinthians, a projeção é ainda melhor pelo fato de o time já possuir o maior público do Brasileiro, mesmo mandando seus jogos no Pacaembu, um estádio com capacidade para 38 mil torcedores, contra 48 mil da Arena Corinthians.

CT das Categorias de Base

O “calcanhar de aquiles” do ex-presidente Andrés Sanchez, como ele mesmo reconhece, recebeu como último ato da presidência do mesmo, um projeto para elaboração de um centro de treinamento para 100 garotos, contando, inclusive com um pequeno estádio. Inicialmente orçado em R$26 MM, o projeto receberá investimentos na ordem de R$43 MM. Para tanto, clube ainda conta com 4% do que seria pago em impostos, para aplicar no projeto.

Além disso, cabe mencionar que o Corinthians ainda conta com um “posto avançado” na Argentina – O Corinthians-Santa Fé, que atua buscando revelar jovens valores do futebol argentino, transferindo-os para o Corinthians, visando valorizá-los e desenvolvê-los aqui no Brasil.

O CT será fundamental para as categorias de base, por proporcionar maior desenvolvimento aos atletas. Não obstante, a estrutura mais preparada, contando com um sistema para o acompanhamento do desenvolvimento dos jogadores, propiciará ao departamento de futebol feedback e indicadores mais precisos sobre o desempenho dos atletas.

Questão de Tempo 

Com o CT Joaquim Grava concluído, o Estádio em andamento (mais de 30% já concluídos) e o projeto das categorias de base aprovado é questão de tempo para que o Corinthians passe a usufruir dos resultados proporcionados por uma infraestrutura moderna, completa e singular no futebol mundial.

Concluindo, o futebol, como qualquer outro esporte profissional de alto nível, demanda investimentos e o retorno proporcionado pelos investimentos em infraestrutura são, sem dúvida, os maiores possíveis que um clube por ter, no que tange à resultados dentro de campo.

Por outro lado, a boa administração de todo esse imobilizado se faz necessário para que todo o investimento não onere o clube gerando maiores déficits, algo comum no futebol. Tão comum, que será tema do próximo post: Lucro Vs. Glória.

#VaiCorinthians

Além das 4 Linhas: Criar ou Investir?

O ex-presidente, Andrés Sánchez, sempre foi enfático ao dizer que preterira as categorias de base do Corinthians, durante seu mandato; Algo inquestionável, tendo em vista o bom histórico na formação de jogadores do Corinthians, porém, temos de ter em mente que outros assuntos do clube foram tratados, para que o Corinthians chegasse ao patamar que atualmente está.

As categorias de base, já sem o famoso “Terrão” a seu dispor, passou a treinar no Flamengo de Guarulhos, time parceiro do Corinthians. Ainda assim, o “Timãozinho”, continuou a demonstrar o seu valor, vencendo, no inicio deste ano, a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Cabe ressaltar que o novo centro de treinamentos da Base, tem previsão de ficar pronto no próximo ano.

Não obstante, a venda de atletas deixou de ser um ponto chave na geração de receitas do Corinthians, tendo as receitas sem transferência de atletas avançado 270% em 4 anos – Fato que a Diretoria considera um case de verdadeiro sucesso no mercado nacional.

Uma fantástica iniciativa do Corinthians para angariar mais valores para suas categorias de base foi a parceria com o Santa Fé-ARG, criando o Corinthians-Santa Fé. A província de Santa Fé, alias, é conhecida por formar craques, como Batistua, ao longo da história. O time, terá como principal função dar maior capilaridade na captação de novos valores do futebol.

No entanto, um dúvida ainda resta: O investimento em jovens craques, brasileiros ou estrangeiros, não seria boa alternativa para o Corinthians, principalmente quando levamos em consideração o quase estagnado futebol brasileiro ?!

Desta forma, busquei estudar, ainda que superficialmente, três grandes times da Europa, analisando suas estratégias de criação e investimento em jovens jogadores.

ARSENAL: Geração de Valor

Ao ano de 2003 o Arsenal era, com certeza, um dos times mais poderosos e temidos do futebol europeu. Contanto com jogadores consagrados como Henry, Vieira, Wiltord e Bergkamp, os Gunners conquistaram seu último título da Premier League. Um temporada depois do título, a diretoria apostou pesadamente no investimento em jovens valores do futebol europeu. Assim nomes como Cesc Fábregas, Robin Van Persie, Gaël Clichy, Emmanuel Adebayor e Theo Walcott surgiram na temporada 2004/2005, momento que alteraria, definitivamente, a história do Arsenal até a atual temporada.

Apostando em jovens valores, sem o peso de jogadores mais experientes, Arsené Wenger abdicou da disputa de títulos, tanto na Inglaterra, quanto na Europa. Por outro lado, investindo um total de € 29 MM em jogadores como Fábregas, Nasri, Clichy e Adebayor, os Gunners angariam receitas de mais de  € 69 MM – bem mais que o dobro – além de ter, atualmente, jogadores que são objetos de desejos por qualquer time do mundo, ênfase para Van Persie, que desde de chegou à Londres valorizou mais de 900%, e o goleiro Szczesny, com valorização de 23.900%!

Com dinheiro em caixa, a diretoria resolveu investir em jogadores mais rodados, como Mikel Arteta, André Santos e Per Mertesacker, o que, aliado aos bons nomes dos quais o técnico Arsené Wenger já dispunha e fantástica fase de Van Persie, foi fundamental para o atual bom momento do time na Premier League.

MANCHESTER UNITED: Criando Lendas

Com apenas um nome podemos definir a estratégia de Alex Ferguson, à frente do United: Ryan Giggs! O galês (que foi “surripiado” do City) juntou-se ás categoria de base dos Devils com apenas 14 anos. Outras lendas do futebol inglês como Paul Scholes, David Beckham, e Gary e Phil Neville, se juntariam à Giggs para formar a famigerada e temida “Classe de 92”.

No entanto, para Ferguson, apenas “criar jogadores” estavam muito aquém do real objetivo de futebol, e contratando jogadores como Cantona, Schmeichel, Roy Keane e Solskjær, associados à “Classe de 92”, transformariam o Teatro dos Sonhos (como é conhecido o Old Trafford), no verdadeiro Jardim do Diabo.

Embora nunca tenha feito parte da estratégia de Alex Ferguson, gerar receitas com jogadores, apenas as vendas de Beckham e Cristiano Ronaldo, ao Real Madrid, em 2003 e 2009 respectivamente, geraram receitas de mais de € 114 MM aos cofres do United.

Por fim, quase duas décadas depois, a estratégia continua, porém com maior capilaridade, sendo que nomes como Fábio e Rafael, Pogba, Nani, Valência e Chicarito Hernandez, vindos das mais diversas partes do mundo, continuam a dar títulos aos Diabos Vermelhos.

BARCELONA: Filosofia que Cria

Com quase 70% do elenco formado “em casa”, é muito difícil precisar quando a “filosofia” do Barcelona foi iniciada ou começou a dar resultados, embora haja a história de que é um trabalho desenvolvido desde a década de 1970. Porém, nos atentemos à história mais recente do Barça. Na temporada 2005/2006, nomes como Lionel Messi, Andrés Iniesta e Victor Valdés, começaram a ganhar força na Catalunha. No entanto, à mesma época, o Real Madrid, dominava o cenário europeu com um time formado por Ronaldo, Zidane, Raul e Cia.

Dadas as circunstâncias e para parelhar-se com o rival, sucedeu-se forte investimento em jogadores renomados como Ronaldinho Gaúcho, Deco, Giuly e Eto’o e o time da Catalunha e, na temporada de 2006/2007, chegou à ter apenas 42% do seu plantel formado por jogadores espanhóis e/ou da base – número baixíssimo quando comparado com o atual plantel.

Posteriormente, a venda desses jogadores gerou um resultado negativo de quase  € 35 MM (variação negativa de mais de 37%). Um momento transitório e necessário que com certeza, foi primordial para vermos, hoje em dia, um dos maiores times do mundo, que forma a base da Seleção Espanhola.

Neste momento transitório, o Barcelona deu tempo para que seus promissores jogadores ganhassem experiência e se desenvolvessem. Atualmente, esses jogadores já desenvolvidos, guiam  jovens talentos como Thiago Alcantara, Cristian Tello e Isaac Cuenca, que são cobiçadíssimos por times ingleses.

Dados Jogadores – Base de Estudo

 Um longo caminho a seguir

Nomes como Marquinhos, Matheus e Denner, após a conquista da Copa São Paulo, chamaram a atenção não só do técnico Tite, que os incorporou ao elenco profissional,  mas de vários times, tendo alguns jogadores sido emprestados para times brasileiros.

As categorias de base do Corinthians, com certeza, ainda nos guarda boas surpresas, como sempre fez, mas um ponto que merece ser observado é a valorização desses jogadores em âmbito nacional e, posteriormente, internacional, para que o Corinthians realmente usufrua de maiores benefícios da sua tão forte categoria de base.

Por fim, uma boa estratégia de criação de valores no futebol envolve a diversificação das fontes dos jogadores que municiaram as categorias de base, destinando uma parte de seus lucros como capital de risco, investindo em jovens talentos. Para um clube como o Corinthians, Argentina, México e Uruguai, seriam boas fontes de jogadores, uma vez que tais países possuem momento econômico menos favorável, ressaltando que a infraestrutura para “lapidar” esse talentos, deverá ser de maior robustez.

Infraestrutura, que será o tópico do próximo post.

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